Carta ao editor enviada em 27?05/2002
Senhor editor:
Fiquei preocupada ao ver a publicação de uma entrevista concedida por mim por telefone ao jornalista da revista Isto É, no. 1704 de 29 de maio/2002, intitulada “O rato que ri”. Ele interpretou erroneamente algumas coisas que falei e inventou termos que nunca falei. Por exemplo, eu não disse diretamente que ratos riem e muito menos que eles “gargalham”. Disse, sim, que estudos realizados pelo neurobiologista americano Dr. Jaak Panksepp mostraram que ratos emitem uma vocalização ultrasônica típica quando estão brincando com seus companheiros, e este cientista sugere que isto seja riso. Também não disse que em macacos, “o riso é um sinal de que o outro macaco não vai invadir seu território nem brigar por sua fêmea”. Esclareço a confusa e má interpretação do jornalista: algumas espécies de macacos realmente riem, mas simplesmente quando estão brincando. Invasão de território e briga pela fêmea foi mencionada por mim quando eu abordava uma outra situação contextual do riso.
Silvia Helena Cardoso, Psicobióloga, Unicamp